Governo, centrais sindicais e empresas formarão comissões para avaliar condições em obras do PAC

 

publicado em 29/03/2011 às 14h24:

Empresas e trabalhadores dão relatos distintos de condições de trabalho em canteiros

Gabriel Mestieri, do R7, em Brasília

Representantes do governo federal, das centrais sindicais e de empresas de construção concordaram em criar comissões para verificar as condições de trabalho em obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). A medida foi decidida durante reunião nesta terça-feira (29).

As comissões, com representantes do governo, trabalhadores e empresas, servirão para fazer uma avaliação das condições, uma vez que os relatos entre empregados e empregadores são divergentes – enquanto CUT (Central Única dos Trabalhadores) e Força Sindical dizem que há “condições degradantes” em grandes obras, as empresas afirmam que há “exagero” por parte dos trabalhadores.

Na reunião de hoje, realizada no Palácio do Planalto com a intermediação do ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência, foram acertadas duas novas reuniões: uma, marcada para quinta, tratará da instalação das comissões; outra, que deve ser realizada amanhã, ou também na quinta, discutirá a situação específica das obras de Jirau e Santo Antônio, em Rondônia.

Na semana retrasada, um protesto de trabalhadores na usina hidrelétrica de Jirau, em Rondônia, levou à paralisação da obra. As manifestações deixaram carros e alojamentos queimados, e o canteiro de obras teve de ser esvaziado.

De acordo com o presidente da CUT, Arthur Henrique, as centrais “têm provas” das condições degradantes nas grandes obras. Ele relata que há refeitórios inadequados para atender o grande número de trabalhadores, falta de transporte dos alojamentos para locais de trabalho, folgas insuficientes, e falta de pagamento de horas extras.

Presidente da CBIC (Câmara Brasileira de Indústria de Construção), Paulo Safady Simão, discorda, e diz que há exagero por parte dos trabalhadores. Ele disse, ainda, que não há “comprovação” das condições degradantes relatadas pelas centrais.

- Não dá para dizer que há problemas em todas as obras do PAC. Se existem problemas em meia-dúzia, isso tem que ser revisto. (...) Os canteiros instalados são de ótima qualidade, e se há desvio é pontual e será resolvido.

 

Simão afirmou também que em Jirau, onde ocorreu o maior conflito, há uma disputa entre sindicatos de trabalhadores.

 

Além de representantes das centrais sindicais, das empresas, e do ministro Gilberto Carvalho, participaram da reunião, pelo governo, o secretário executivo do Ministério do Trabalho, Paulo Roberto Pinto, o secretário executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, e representantes do Ministério do Planejamento e da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência.

 

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