Diálogo: A Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável e os desafios do monitoramento e avaliação em nível local - Relato, apresentações, vídeos e avaliações

                                              

O evento aconteceu no auditório do IPOL/UnB, em Brasília, e contou com a participação de 75 pessoas, representando 45 instituições. Teve início às 9h, com a mesa de abertura, composta por Marcia Joppert (Diretora da Rede Brasileira de Monitoramento e Avaliação), Martina Rillo (Diretora do Instituto Fonte e da Rede Brasileira de Monitoramento e Avaliação), Jaime Nadal (Representante do UNFPA no Brasil), Santiago Gallo (Coordenador da Iniciativa ART-PNUD/CNM), Ana Cristina Matos (Coordenadora de M&A do UNICEF no Brasil), Diva Irene da Paz Vieira (Representante do Núcleo de Indicadores de Desenvolvimento e Pesquisa (NIDEP) do SESI/PR / Portal ODM) e Paulo Jannuzzi (Professor da ENCE/IBGE e Professor convidado da UnB). Os participantes falaram brevemente sobre suas instituições e a importância do diálogo proposto para o trabalho que vêm desenvolvendo acerca da agenda 2030.

 

Assista o vídeo em: https://youtu.be/b5j9gVUHIqA

 

Encerrada a mesa de abertura, iniciaram-se as apresentações programadas. Paulo Jannuzzi falou sobre as oportunidades de aprimoramento do monitoramento e avaliação de políticas públicas em nível subnacional a partir dos ODS.  Iniciou com uma rápida contextualização histórica sobre a agenda internacional de desenvolvimento e os temas que culminaram nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, bem como a transição em curso para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.  Apresentou a síntese dos 17 ODS como 5 Ps: pessoas, prosperidade, planeta, paz e parcerias. Chamou a atenção para o fato de que a agenda ODS não se resume a um fórum de discussão técnica sobre indicadores, mas cria oportunidades para discussões tecnopolíticas voltadas ao redesenho de Políticas Públicas, projetos e práticas para a promoção da tríade desenvolvimento social - crescimento econômico - sustentabilidade ambiental. Ressaltou a necessidade de estarmos alertas para identificar quais políticas públicas, projetos e práticas conduzidas por países, municípios, estados, ONGs e empresas contribuem simultaneamente para um ou mais compromissos ou ainda a busca da tríade virtuosa. Além disso, destacou a importância de as políticas serem formuladas e implementadas de forma integrada e não apenas setorialmente. Paulo fez uma lista de sugestões de como a RBMA pode contribuir para a promoção da Agenda 2030:

 

  1. Discussão de valores públicos que orientam a avaliação (ODS ou Novo Consenso Washington)
  2. Apoio/capacitação na produção de avaliações segundo um marco sistêmico
  3. Apoio/capacitação na produção de documentação sobre programas públicos, projetos e práticas
  4. Apoio/capacitação mais geral em M&A: indicadores e metodologias de monitoramento e avaliação
  5. Apoio/produção de relatórios de Avaliação de Políticas, Programas e projetos, seus indicadores e suas conexões com os ODS

 

Paulo chamou a atenção ainda para a necessidade de se criar uma cultura / prática de Documentação de Políticas e Programas, para dar mais transparência, melhorar a compreensão dos diversos atores sobre as ações e possibilitar reaplicações.

 

Apresentou, em seguida, a experiência da SAGI/MDS na documentação de Programas do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, na disseminação dos estudos avaliativos realizados,  na construção de painéis de indicadores e na capacitação de gestores municipais.

 

Por fim, relacionou alguns desafios na localização da Agenda 2030:

  • Dos 231 indicadores propostos na Agenda Internacional, 1/3 são computáveis na maioria dos países, com alguma regularidade; 1/3 requerem estruturação de pesquisas e fontes e maior compatibilização internacional; e 1/3 requerem melhor conceituação e reflexão sobre como mensurar.
  • Com relação à agenda nacional: o Brasil está em processo de fechamento dos resultados alcançados com a agenda ODM, cujos avanços contribuem para a implementação da agenda ODS; há diversos avanços na produção de dados e estatísticas que devem ser continuados (Projetos ANIPES e IBGE); há a possibilidade de explorar as informações de outras bases, como o Cadastro Único de Programas Sociais (CadÚnico) e a RAIS; destacou a importância de realizar uma PNAD-contínua por microrregião, a exemplo dos Estados Unidos; expectativas de contemplar algumas das necessidades no Censo 2020 e de aproveitar indicadores estaduais e outras indicações qualitativas para os municípios (orçamento, boas práticas, MUNIC, etc.)

 

Assista o vídeo no link: https://youtu.be/HQVLha6qwJA

 

Cópia da apresentação: Paulo Jannuzzi:a experiência da SAGI/MDS na construção de painéis de indicadores e na capacitação de gestores municipais.

 

Ana Cristina Matos, Coordenadora de Monitoramento e Avaliação do UNICEF no Brasil, iniciou sua apresentação explicando como os ODS estão incorporados aos temas estratégicos do Programa do UNICEF, tanto globalmente como no Brasil. Em seguida, relacionou os ODS e o conjunto de oportunidades que a nova agenda traz para a garantia dos direitos das crianças, chamando a atenção que,  dos 231 indicadores definidos para a agenda global, 31 são prioritários para as crianças, sendo necessária uma forte ênfase na desagregação de dados por idade, gênero e etnia/raça.  Em seguida, Ana apresentou a experiência e metodologia do SELO-UNICEF, que promove o desenvolvimento local e que vem sendo adotada pelo UNICEF desde 1999 junto a 1780 municípios do semiárido e da Amazônia legal. Um ponto importante da metodologia do Selo é que promove um processo inclusivo de diagnóstico, planejamento e monitoramento dos direitos das crianças e adolescentes no nível municipal, com foco no uso de evidências para a construção de um plano de ação. Ana também falou sobre a Plataforma Centros Urbanos (PCU), metodologia similar ao Selo que vem sendo adotada em 8 grandes municípios do Brasil. Foi possível compreender a importância de utilizar indicadores desagregados como forma de monitorar os avanços em municípios. A experiência relatada mostra que o Selo e a PCU podem ser utilizados como uma efetiva contribuição conceitual e metodológica do UNICEF para a implementação da Agenda 2030 no nível municipal. Ana finalizou sua apresentação com as perspectivas do novo Programa de Cooperação do UNICEF para o período 2017-2021, cujas áreas foco são: inclusão de crianças e adolescentes; melhor qualidade de políticas e serviços para os vulneráveis; proteção às crianças e adolescentes vítimas de violência; e engajamento cidadão pelos direitos da criança.

 

Assista o vídeo em: https://youtu.be/mQVMZbx3Cdk

 

Cópia da apresentação: Ana Cristina Matos (oficial de M&A do UNICEF): Experiência e metodologia do SELO-UNICEF e sua contribuição para que as ideias e conceitos dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) cheguem ao nível municipal de forma simples e aplicável. 

 

 

Diva Irene da Paz Vieira apresentou a iniciativa de monitoramento dos indicadores dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio para todos os municípios e estados brasileiros, por meio do Portal ODM[1] (http://www.portalodm.com.br/). A iniciativa é muito importante pois, além de tornar os indicadores acessíveis e compreensíveis aos gestores locais e à sociedade como um todo, tem um componente de mobilização social em prol do desenvolvimento local, fortalecendo os processos de participação, subsidiando decisões sobre definição de políticas públicas, de investimento social privado e sobre os planos de ação de ONGs. Diva também falou sobre a intenção de atualização do portal para a nova agenda 2030. Novas iniciativas relacionadas foram implementas, como o monitoramento de indicadores relacionados a uso de álcool e outras drogas, disponíveis na Plataforma “Cuide-se + Alcool e outras Drogas”, Portal Longevidade e Produtividade e a Plataforma Empoderamento das Mulheres, elaboradas pelo SESI. Diva finalizou com uma lista de perspectivas relacionadas ao conhecimento da situação dos indicadores locais dos ODS e seu uso como importante estratégia nacional na promoção do desenvolvimento: orientar a elaboração dos instrumentos públicos orçamentários; orientar empresas privadas e ONGs na definição de prioridades; qualificar a participação social; monitorar os avanços alcançados; trabalhar pela qualidade de vida a partir de uma agenda mundial com a adesão de 193 países.

 

Assista o vídeo no link: https://youtu.be/av9CJjqXAzk

 

Cópia da apresentação: Diva Irene da Paz Vieira (SESI/PR): Experiência com o Portal ODM, atualização para os ODS e o acesso aos indicadores por parte dos municípios. 

 

 

Após as apresentações e o coffee break, foram retomados os trabalhos através da abertura da plenária para perguntas aos palestrantes.

 

Assista o vídeo no link: https://youtu.be/bxHOOmuvsSA

 

Na parte da tarde os participantes foram divididos em 4 grupos de discussão, de acordo com as iniciativas que já estavam desenvolvendo com os ODS. Os trabalhos em grupo foram norteados pelas seguintes perguntas:

 

  • Que desafios a sua área enfrenta para localizar os ODS?
  • Que desafios apresentados de manhã dialogam com o seu contexto?
  • Quais os caminhos possíveis para enfrentar tais desafios?
  • Como, na sua área, os processos de M&A podem ajudar os municípios, a partir de indicadores/dados municipais, a tomarem melhores decisões?

 

Os resultados das discussões em grupo foram apresentados em plenária final e estão sistematizados abaixo:

 

Grupo PESSOAS (ODS 1, 2, 3, 4, 5 e 10)

Moderadora: Martina Rillo Otero

 

Desafios:

  • Gestores locais têm dificuldades de se apropriar dos conceitos e orientações. Isso compromete a qualidade das informações produzidas.
  • Dificuldade de registro dos dados no nível municipal
  • Dificuldades de compatibilização de sistemas de TI no nível municipal em relação ao nível federal
  • Os indicadores não comportam todos os fenômenos que se gostaria de capturar (a realidade é mais complexa do que os indicadores podem captar).
  • Alta rotatividade de pessoal nos municípios
  • Falta de sistematização do desempenho dos programas locais
  • Falta da cultura de tomada de decisões com base em evidências a partir de diagnósticos
  • Gestores locais muitas vezes não compreendem a importância de fazer monitoramentos e avaliação
  • Interferência na agenda local dos interesses políticos locais
  • É necessário que as orientações sejam palpáveis e os conceitos de M&A sejam corretamente aplicados.
  • Baixo controle social. Os cidadãos são pouco participativos.
  • INEP produz dados desagregados por aluno, mas é possível agregar essas informações no nível de escola, município, etc. No entanto, ainda há uma restrição na disponibilização da análise longitudinal por aluno, mesmo que os dados existam.
  • Dificuldade de extração e análise dos dados existentes
  • Desatualização dos dados (o município precisa de dados em tempo real)
  • Os dados gerados pelas políticas públicas não têm uma metodologia transparente de coleta e sistematização, dificultando o seu uso

 

Caminhos possíveis:

  • Usar os dados para a tomada de decisão e para influenciar o planejamento de novas ações
  • A conexão do dado com a ação está na pergunta: o que se quer com o dado?
  • Avaliar as políticas de forma articulada, pensar de forma mais intersetorial
  • Elaborar matrizes que “tirem da gaveta” quais as ações existentes atendem às diversas metas dos ODS

 

Grupo PLANETA (ODS 6, 7, 13, 14 e 15)

Moderador: Ricardo Caldas

 

Desafios:

  • Falta de costume e de metodologias para lidar com indicadores
  • Consciência da importância dos indicadores para melhorar a gestão
  • Falta de comunicação entre órgãos e entidades governamentais que trabalham o mesmo tema. Acabam desenvolvendo trabalhos parecidos (paralelos) e enfrentando os mesmos desafios sozinhos.
  • Falta de dados para a construção de indicadores-chave para monitorar avanços, como é o caso do Plano de Combate ao Desmatamento, do MMA.
  • Mudança de governo e indefinições de como serão trabalhados os ODS no nível federal
  • Isolamento de pessoas que tratam do mesmo tema, falta de trabalho intersetorial
  • Incompatibilidade de indicadores dos ODS em diferentes níveis (mundial, regional, nacional e local)

 

Caminhos possíveis:

  • Criar cultura de sistematização de informações selecionadas para que se tornem indicadores
  • Trabalhar intersetorialmente
  • Articular iniciativas para ultrapassar desafios e evitar retrabalho, fazer parcerias
  • Desenvolver conjunto de indicadores regionais para os ODS
  • Articular academia e governo

 

 

Grupo PROSPERIDADE (ODS 8, 9, 11 e 12)

Moderadora: Denise Messias

 

Desafios:

  • Apropriação, pelo município, de sua realidade por meio dos ODS. É necessário que os municípios percebam que os ODS fazem sentido.(*)
  • Existem informações disponíveis, mas não facilmente acessíveis; algumas bases estão desatualizadas ou não apresentam todas as informações. Talvez porque a sociedade não demanda. Não há informações sistematizadas em base municipal.
  • Historicamente o desenvolvimento econômico não leva junto o desenvolvimento social. É preciso que haja uma mudança de comportamento/cultura.
  • É difícil definir indicadores na área de consumo/produção responsável.

 

 

Caminhos possíveis:

  • Analisar as informações e definir quais são úteis para a realidade do município. Distrinchar os dados, identificar quem são esses indivíduos, desagregar os indicadores postos.
  • Sobre a dispersão das informações: a estratégia pode ser alinhar as 3 esferas do governo.
  • Formação dos novos gestores pela CNM. Apresentar os ODS aos novos prefeitos e gestores e conscientizar para a importância do uso de indicadores.
  • Com relação a dados sobre emprego / trabalho decente: o CENSO é uma base de dados que só sai a cada 10 anos. A Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) está desatualizada. As possibilidades são a PNAD-contínua, CAGED/RAIS. O cadastro dos Microempreendedores Individuais poderia ser uma base?
  • Sobre a dificuldade de se ter dados municipais, poderia haver uma iniciativa do IBGE para desagregar dados e dar qualidade a eles. Por exemplo, dados de violência contra a mulher.
  • Uma ação no sentido de definir indicadores de consumo e produção responsáveis (boa referência é a plataforma cidades sustentáveis – mas abrange apenas um grupo de municípios).

 

 

Grupo PAZ/PARCERIAS (ODS 16 e 17):

Moderadora: Silvana Granemann

 

Desafios:

  • Trazer (traduzir conceitualmente) os ODS para o nível municipal. Ou seja,  reinterpretar as metas e objetivos para o que acontece efetivamente nas cidades (nos territórios).
  • Dispor de dados: áreas críticas de cooperação internacional e segurança.
  • Dispor de informação e infraestrutura de TI no Norte (baixíssimo acesso à internet)         
  • Dificuldade de ter um diálogo articulado dentro do próprio governo.
  • Há diversas iniciativas de Cooperação internacional acontecendo de forma Descentralizada, sem que se tenha informações sobre elas, pois não há uma lei que regulamente isso.
  • Falta de capacidade de implementação nos municípios

 

Caminhos possíveis:

  • Estimular os consórcios intermunicipais como ferramenta de ação articulada e de parcerias nos territórios. Foi citado o exemplo do Consórcio Brasil Central (para implementação de políticas), que foi uma iniciativa da SAE (Secretaria de Assuntos Estratégicos/PR) com os estados do Centro-Oeste, mais Rondônia e Tocantins, em 2015, quando estava sob o comando do Ministro Mangabeira Urger.
  • Estimular Parcerias Público-privadas como mecanismos para potencializar investimentos em diversas áreas (especialmente infraestrutura)
  • Articular melhor a atividade de Cooperação, criando mecanismos que estimulem essa articulação (regulamentação)
  • Pensar na criação de Metodologias que, a exemplo do Selo Unicef, estimulem a coleta e análise de indicadores, a participação social, o planejamento, as estratégias de implementação, o monitoramento e a avaliação das ações relacionadas à incorporação dos ODS nos municípios. Que tal um Selo ODS?
  • Buscar uma maior aproximação entre as políticas federais e os municípios. Por exemplo, documentando melhor as ações federais que têm rebatimentos nos níveis subnacionais.
  • Tornar o orçamento mais transparente e relacionar com os ODS. Necessidade de identificar dentro do PPA quais estão relacionados com os ODS.
  • Negociação com um bom mediador (fóruns com os estados e municípios para articular programas e políticas)
  • Envolvimento da sociedade e iniciativa privada.
  • Construção de capacidades. Educação Estrutural. Escolas de Governo e Capacitação continuada. Necessidade de transmitir informações e capacitação de forma muito simples.
  • Interlocução dos ODS com os Planos Nacionais e Conselhos.
  • Mapear o que os municípios têm feito e compartilhar experiências.

 

O evento foi bastante positivo no sentido de mostrar aos diversos atores presentes a variedade de iniciativas que estão acontecendo em prol dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e a possibilidade de fazer parcerias e trabalhar em conjunto. Uma rede articulada tem muito mais chance de fazer a Agenda 2030 acontecer. Também foi muito importante o diálogo em torno dos indicadores e os desafios que a falta deles gera para se monitorar os ODS.

 

ANEXO I - RESULTADOS DAS AVALIAÇÕES

 

A)    Os encontros regionais da Rede Brasileira de Avaliação e Monitoramento têm alguns objetivos e gostaríamos que se manifestasse sobre o quanto acha que eles foram alcançados, tomando como referência a SUA experiência:

 

  1. 1.              Fomentar o tema de avaliação e monitoramento regionalmente

 

 

  1. 2.              Disseminar práticas e abordagens no tema

 

 

  1. 3.              Criar um espaço para dialogar sobre experiências no tema

 

  1. 4.              Possibilitar aprendizagens que ajudem ou inspirem a prática dos participantes

 

  1. 5.              Promover um espaço de troca entre participantes e sobre as experiências apresentadas

 

B)    Como foi a organização do evento?

 

  1. 6.              Os horários foram respeitados

 

 

  1. 7.              A duração do evento foi satisfatória

 

  1. 8.              O local estava adequado

 

  1. 9.              O coffee break foi satisfatório

  1. 10.           A facilitação foi adequada

 

C)     Um depoimento sobre o que você aprendeu neste encontro (o que lhe chamou a atenção a partir das falas dos convidados e público) será muito bem-vindo também!

 

  • Foi bastante proveitoso e engrandecedor, pois como parte da academia, me faz observar as dificuldades e os sucessos do monitoramento à curto e longo prazo.
  • Parabéns pelo encontro, foi muito produtivo.
  • A possibilidade de articular diversos agentes sociais na construção e consolidação de politicas públicas. Para além do tema abordado com maestria, é de suma importância o tecer de uma rede organizações, práticas e experiências no Brasil.
  • Os setores estão buscando se articular, partindo das ODM, mas ainda falta uma coordenação nacional, em gestação.
  • A mensagem mais importante para mim foi não restringir o monitoramento dos ODS ao acompanhamento dos indicadores e focar também na avaliação das políticas públicas que suportam o atingimento das metas dos ODS.
  • Vários problemas e questionamentos semelhantes levantados por pessoas/entidades diferentes. Estes poderiam estar discutindo juntos, afim de facilitar as ideias para resolução. Por exemplo: MMA e IBAMA estão tentando criar agendas para contemplar os ODS, os dois estão enfrentando dificuldades em determinar os indicadores e como implementar na agenda dos órgãos (tempo, pessoal, etc), mas eles não conversaram entre si.
  • Infelizmente percebi que não só minha instituição no Brasil ainda não deu o valor devido aos ODS. Mas ao mesmo tempo, há o interesse em atuar com essa agenda, suas metas e indicadores e que podemos contribuir muito nesse debate.
  • Foi interessante a explanação por parte dos palestrantes sobre a aplicabilidade dos ODM, evidenciando que é possível fazer com que os ODS também tenham aplicabilidade efetiva, de modo a trazer resultados.
  • Aprendi muito sobre como fazer para os ODS chegarem até a ponta, ou seja, nos Municípios, porém, o tema da discussão era sobre os desafios de monitoramento e avaliação em nível local, e isso não ocorreu... os desafios que comentamos na última atividade não foram sobre monitoramento e avaliação.
  • A participação de diferentes atores do setor público, setor privado e ONGs permitiu uma discussão que teve como resultado a sensibilização para a necessidade de maior integração destes atores para fomentar a implementação da agenda dos ODS no âmbito local. Fica evidente os desafios associados ao grande distanciamento entre os atores/instituições que formulam e fomentam as agendas e os gestores e atores locais, e mesmo entre os atores que formulam as politicas públicas.
  • Relação da Agenda 2030 e a manutenção do Estado de Bem-estar social
  • Fiquei particularmente interessado em conhecer em mais detalhes a experiência do Selo Unicef, em especial sobre a estratégia de sua implementação. Essa experiência pode ser bastante útil para a implementação da Agenda 2030 para os ODS.
  • Fiquei impressionada com a quantidade de organizações interessadas pela temática ODS e sua localização. E quantas possibilidades de sinergias e parcerias podem surgir deste grupo.
  • A falta de compreensão dos gestores locais sobre a importância de monitoramento e avaliações, e que os indicadores não comportam todos os fatos reais que se gostaria sobre a realidade.
  • Que as ações e metas a serem cumpridas devem ocorrer de forma integrada. E que o Governo principalmente tem uma tarefa árdua para fazer essa integração de ações. Talvez a proposta apresentada de matriz pelo Jannuzzi seja a mais adequada no momento. De buscar saber quais os programas em que esses indicadores estão contemplados. E vejo desta a necessidade de um levantamento urgente dos programas existentes que são comuns as entidades governamentais.
  • Gostei do formato no que tange as discussões posteriores às apresentações com as questões norteadoras, o que mantinha o foco do debate nos pequenos grupos.
  • A necessidade de articularmos indicadores de diferentes políticas e setores da sociedade, vinculando ações em que tais indicadores se manifestam. Por exemplo: redução da pobreza: indicador X (programa A, serviço B, etc). Uma matriz dessa natureza nos dará uma visão realística de nosso desempenho nos ODS.
  • Indicadores
  • Não pude presenciar o evento por um longo período pois ele foi realizado em um dia de aula, mas nas palestras que presenciei pude aprender mais sobre quais as dificuldades e perspectivas acerca da avaliação e monitoramento dos ODS em âmbito nacional e subnacional. Ademais, foi possível prospectar possíveis métodos e fontes para futuras pesquisas.
  • Aprendi que muito já foi feito, mas que há um longo caminho a frente para organizar os dados para uma avaliação e um monitoramento eficientes, incluindo aspectos qualitativos. Outro aspecto relevante envolve o foco da Unicef que mudou dos setores (exemplo educação e saúde) para o foco em crianças e adolescentes (inclusão). Esta abordagem pode trazer melhores resultados e transformar através do conhecimento os atores que podem fazer a diferença.
  • Foi essencial a troca de experiências nas mesas da tarde, nas quais foi possível conhecer mais de perto os desafios, dificuldades e oportunidades que a Agenda 2030 traz para implementação de políticas, bem como seu monitoramento, no nível municipal/local.
  • Experiência de articulação local dos ODM em Curitiba
  • Conhecimento de iniciativas de sucesso na implementação de ações voltadas ao desenvolvimento sustentável.
  • Pude perceber que o monitoramento e a avaliação de políticas públicas é um desafio que mobiliza diversas pessoas tanto no Governo quanto fora dele. Conversar com todas essas pessoas e trocar experiências é essencial para avançar.
  • Não trabalho com indicadores, mas com compras governamentais. Desse ponto de vista, esperei espaço maior para discutir práticas e política públicas sobre contratações sustentáveis.
  • As falas dos palestrantes foram inspiradoras, conseguiram instigar o debate e a reflexão acerca de M&E e ODS. A relação entre políticas públicas e ODS foi algo marcante que Paulo Jannuzzi pontuou e acredito que será algo a nortear as ações junto com o governo nacional.
  • O "diálogo" foi muito bom. Os palestrantes conseguiram repassar os objetivos gerais sobre os ODS e houve uma adesão bacana entre os integrantes nos grupos de trabalho. Penso que seria necessário criar mais espaços de debates e levar experimentos em processo de execução da adesão dos ODS.

D)   Quais são as principais articulações ou perspectivas de articulações que você vislumbra a partir do evento?

 

  • A Unicef, com o projeto de acompanhamento das ODS na vida das crianças.
  • Eventuais parcerias em Rede.
  • UNICEF, ONU
  • Enquanto servidora do governo federal, entendo que o estreitamento do diálogo com todos os setores é fundamental para que haja coerência e maximização das ações.
  • Reunir esforços para conseguir avaliar as políticas públicas de forma articulada, mais intersetorial.
  • Se eu fosse do MMA ou do IBAMA iria procurar criar uma programação comum para discutir o tema ODS.
  • Creio que poderemos fazer parte e mesmo atuar conjuntamente com a Rede, além de reforçar laços já iniciados com a UNB, Ibama e ICMBio
  • Creio que a articulação entre os três setores, público, privado e governamental, é o meio mais eficaz de se alcançar resultados.
  • Conseguimos entrar em contato com uma consultoria (NIKÊ) que talvez possa se tornar uma parceira no futuro.
  • MDS TCU
  • Articulação com SESI - PR no monitoramento dos indicadores dos ODS
  • O encontro foi bastante útil na identificação de pessoas nos ministérios que trabalham com o monitoramento de dados para discutir a seleção de indicadores para os ODS nos níveis subnacionais. Possibilidades de articulação no mesmo sentido com organismos como o Unicef e PNUD.
  • Uma articulação entre universidades / escolas de governo - articulação entre os ministérios / políticas federais em torno dos ODS - articulação das agências ONU (especialmente PNUD, UNICEF, UNFPA, OIT, UNESCO, OPAS) - articulação entre Confederação Nacional de Municípios / projeto ART-PNUD e universidades / escolas de governo no sentido de realizar gestão do conhecimento - articulação entre organismos de produção de dados (IBGE, IPEA, FIOCRUZ, MDS)
  • Uma articulação de Políticas envolvendo todos os órgãos que finalidades afins; Utilização de dados para planejamento de ações.
  • A necessidade de buscar os programas em comuns para alinhar as metas e indicadores.
  • A possibilidade de reunir vários parceiros que possam em unicidade defender a adesão dos Municípios, Estados e do País, "usando" os ODS como dínamo estratégico de governo para vencer os vários desafios que se interpõem na sociedade.
  • Sensibilizar a SNAS a se envolver na agenda 2030 dos ODS, em parceria com diferentes políticas e nos três níveis de governo.
  • Foi bom ter o contato com a Rede Brasileira de Monitoramento e Avaliação.
  • Entendo que a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial e a Confederação Nacional da Indústria são possíveis pontos de articulação tendo em vista o ODS que estudo, isto é, o de número 9.
  • O Unicef tem possibilidades de convergir nos temas de desenvolvimento sustentável (preparar material didático e vídeo aulas voltados para ensinar as crianças e os adolescentes sobre o tema...) e também utilizar mais a Rede Brasileira de Monitoramento e Avaliação.
  • O evento foi excelente para conhecer mais profundamente o trabalho da CNM no que se refere à localização dos ODS nos municípios do país.
  • Aprofundamento do trabalho na área de ODS em nível local por meio do trabalho com governos estaduais e municipais.
  • Intercâmbio entre as instituições participantes para a realização de troca de experiências sobre ODS e monitoramento de políticas públicas, realização de outros seminários temáticos, realização em parceria de cursos de capacitação em ODS e monitoramento de políticas públicas.
  • O evento permitiu entrar em contato com pessoas que estão trabalhando atualmente com indicadores, o que é de alta relevância para monitorar a agenda com a qual trabalho, que é controle do desmatamento.
  • Ampliar rede de contatos.
  • Além de aprofundar a parceria com RBMA contato com outras instituições como CNM geram a perspectivas de parcerias novas.
  • Primeiramente aprofundar mais no assunto, participar mais de eventos sobre os temas e pesquisar sobre projetos e programas já desenvolvidos a partir dos ODS, fazer articulação para a partir de então realizar troca de experiências e começar a inserir na realidade local.


[1] Promovido pelo governo brasileiro e PNUD-Brasil e apoiado pelo Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Eletrobras, Petrobras, Ipea, Sebrae e Caixa.

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Comentário de Marcia Joppert em 7 outubro 2016 às 12:52

Que bom que você gostou, Ana!!! Aproveite e assista os videos - foram bem interessantes as palestras. As mesas da tarde também foram muito ricas - os resultados estão aí. Abraços!

Comentário de Ana laura lobato em 7 outubro 2016 às 12:42

Maravílha essa memoria!!! infelizmente não consegui ir... Obrigada mesmo! parabéns pelo trabalho!

Comentário de Marcia Joppert em 29 setembro 2016 às 13:10

E obrigada pelas palavras de incentivo!!!

Comentário de Maria Ines Pedrosa Nahas em 29 setembro 2016 às 10:45

Muito grata!

Abraços

Comentário de Marcia Joppert em 29 setembro 2016 às 10:34

Oi, Maria Ines! O coordenador do projeto chama-se Mauricio Barreto - mais informações você encontra aqui: http://www.abrasco.org.br/site/2014/09/coorte-virtual-utilizara-dad...

Abraços

Comentário de Maria Ines Pedrosa Nahas em 29 setembro 2016 às 9:42

Cara Márcia Joppert

gostaria de cumprimentá-la pela rede e pelo evento. Realmente muito frutífero.

Na saída para o almoço você mencionou um grupo da Fiocruz-Brasília que está organizando uma base de dados referente aos ODS. Por favor, você teria algum nome de referência para me indicar?

Agradeço desde já.

Cordialmente, 

Maria Inês P. Nahas

Comentário de Maria Ines Pedrosa Nahas em 29 setembro 2016 às 9:36

Caras organizadoras do evento

agradeço pela oportunidade de participar desse evento, que foi uma importante contribuição ao trabalho que estamos desenvolvendo na Fiocruz-Minas, sobre o ODS6. Precisei adiantar meu horário de vôo e não pude ficar à tarde, mas tenho todo interesse em continuar em contato e compartilhar nosso trabalho. Então aguardo o relatório ansiosamente.

Cordialmente,

Maria Inês P. Nahas

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