Brasil adere a banco de dados sobre Objetivos de Desenvolvimento do Milênio

Brasil adere a banco de dados sobre Objetivos de Desenvolvimento do Milênio

Projetos sociais brasileiros vão entrar em um banco de dados da internet que reúne iniciativas de países da América Latina sobre os ODM (Objetivos de Desenvolvimento do Milênio), uma série de metas socioeconômicas que os países da ONU se comprometeram a alcançar até 2015. A Rede IDEEA-ODMs (Rede de Intercâmbio e Difusão de Experiências Exitosas para Alcançar os ODM) é um banco de boas práticas, que divulga ações sociais em áreas relacionadas aos ODM, como o combate à pobreza e à fome, melhorias na educação, na saúde da mulher e da criança.

A rede, criada pela CEPAL (Comissão Econômica para América Latina e Caribe), já lista 144 experiências em 16 países da região, como Argentina, México, Cuba e Colômbia. O Brasil passa a participar agora como resultado de um acordo que o governo está assinando com a CEPAL. A Secretaria Geral da Presidência, responsável pela negociação, passará a promover o banco de boas práticas no Brasil e estimular ONGs ou setores do governo e de administrações locais a se cadastrarem. O país já entra com o maior número de ações cadastradas. Até agora, são 52 iniciativas brasileiras no site. Em segundo lugar, vem o Perú, com 8 projetos.

De início, estão sendo cadastradas na Rede IDEEA as iniciativas que estiveram no Prêmio ODM Brasil, realizado pela Secretaria em parceria com movimentos sociais e o PNUD. O prêmio homenageia, a cada dois anos, 20 projetos sobre os ODM em diferentes regiões do país. Os finalistas das duas edições já realizadas, em 2005 e 2007, foram colocados no banco e, em 2010, serão anunciados os vencedores da terceira edição.

“É uma forma de divulgar e aprofundar o intercâmbio entre as instituições”, afirma Davi Schmidt, assessor da Secretaria. Ele acredita que o banco facilita que uma experiência bem sucedida em uma região inspire outras ações em lugares e países diferentes. O objetivo é que qualquer interessado possa se cadastrar, mas, antes de irem ao ar, os projetos são avaliados por um comitê da CEPAL.

Os dados de projetos inseridos na Rede IDEEA ficam gravados em uma ficha detalhada. Por exemplo, na descrição de um programa que atende meninas de rua no Recife, há uma lista com todos as atividades feitas e resultados estatísticos: quantas deixaram a rua, quantas passaram a estudar, entre outras coisas. “É bom ter um espaço para expor com detalhes, porque um tema tratado aqui pode ser um problema também na Venezuela, no Chile, em vários lugares”, observa Schmidt.

O acordo com a CEPAL deve ser finalizado até este mês de setembro, diz o assessor. Depois disso, a Secretaria vai divulgar a ideia do banco de boas práticas em um seminário aberto ao público. Desde julho, estão sendo realizados eventos em todos os estados para promover o Prêmio ODM e a promoção do banco de dados deve ocorrer em algum deles.

Em 18 de agosto, o Brasil participou de um seminário internacional promovido pela CEPAL na Guatemala para discutir o funcionamento da rede. Um dos objetivos, segundo Schmidt, foi criar mais mecanismos dentro do site para que os autores dos projetos cadastrados conversem e também promover encontros presenciais entre eles.

(PNUD Brasil)

Exibições: 42

Comentar

Você precisa ser um membro de Rede Brasileira de Monitoramento e Avaliação para adicionar comentários!

Entrar em Rede Brasileira de Monitoramento e Avaliação

Revista Brasileira de Monitoramento e Avaliação

#Eval4Action

Siga-nos no Facebook!

© 2021   Criado por Marcia Joppert.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço

a.next_photo_link img:hover {transform:scale(1.20);-ms-transform:scale(1.20);-o-transform:scale(1.20);-webkit-transform:scale(1.20);-moz-transform:scale(1.20); transform:scale(1.20);-webkit-transition:all 1s ease-out;-moz-transition:all 1s ease-out;transition:all 1s ease-out;-ms-transition:all 1s ease-out;-o-transition:all 1s ease-out;}