A Avaliação e a Epochê
Toda consciência, diz Husserl, é sempre  “consciência de”  ou consciência de alguma coisa, isto é, toda consciência é um ato pelo qual visamos um  objeto, um fato, uma idéia. Na abordagem fenomenológica tudo o que existe é fenômeno e só existem fenômenos. Fenômeno é a presença real de coisas reais diante da consciência; é aquilo que se apresenta diretamente,  “em pessoa”,  “em carne e osso”, à consciência.
Para nós aproximarmos do fenômeno devemos suspender todo juízo próprio de valor preconcebido, devemos fazer a epochê, suspensão de valores preconcebidos sobre o objeto. O que  é o fenômeno? É a  essência. O que é a essência? É a significação ou o sentido de um ser, sua ideia, seu  eidos. A Filosofia é a descrição da essência da consciência (de seus atos e correlatos) e das essências das coisas. Por isso, a Filosofia é uma  eidética  – descrição do  eidos ou das essências. Como o  eidos  ou essência é o fenômeno, a Filosofia é uma fenomenologia.
A abordagem naturalística de Guba e Lincoln diferenciou entre o estudo naturalista, enraizado na etnografia e na fenomenologia, e o estudo "convencional", baseado no paradigma experimental positivista.
Segundo Guba e Lincoln, o principal papel da avaliação é responder às exigências de informações do público-alvo de formas que levem em conta as diferentes perspectivas valorativas de seus membros. Ao adotar uma abordagem naturalista, o avaliador estuda a atividade do programa in situ, ou tal como ocorre naturalmente, sem confiná-la, manipulá-la nem controlá-la. O estudo naturalista coloca o avaliador no papel de estudante, e aqueles que estão sendo avaliados no papel de informantes que "ensinam" o avaliador. A perspectiva dominante é de que o informante, pelo fato de os avaliadores assimilarem sua perspectiva, aprende os conceitos usados para descrever seu mundo, emprega suas definições desses conceitos, familiariza-se com as explanações da "teoria popular" e traduz seu mundo para que o avaliador e outros possam compreendê-lo.
A avaliação e a Epochê é o exame do fenômeno sem pré-conceitos, sem etnocentrismos,  uma visão de campo onde os atores principais são os participantes.
Márcio Ruben


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