Sistemas de monitoramento e avaliação vão auxiliar na construção de indicadores sociais

 

Fonte: Ascom MDS

Brasília, 17/02/2011 18:40

 

Durante sua apresentação no encontro com representantes estaduais de Assistência Social, o secretário nacional de Avaliação e Gestão da Informação (Sagi), Paulo Jannuzzi, apresentou diversas plataformas de estudos elaboradas pela secretaria e reforçou a necessidade de um relacionamento cada vez mais estreito com os representantes locais. “Em diversas situações, observamos múltiplos agentes envolvidos em uma ação, porém, com uma dificuldade muito grande na articulação horizontal das políticas”, explicou.

Segundo ele, através das ferramentas de monitoramento e avaliação elaboradas pela Sagi, é possível estabelecer de forma mais organizada e coerente diversos indicadores que poderão auxiliar no desenho das políticas públicas.

 

Diante de uma realidade social bastante diferenciada nos territórios, uma das maiores dificuldades dos governos estaduais é o planejamento de estratégias baseadas em parâmetros nacionais, porém, com focos regionais. Ao promover estudos baseados nesses indicadores sociais, o planejamento de políticas públicas passa a ser construído em uma base mais sólida. É baseado nesse conceito que a Sagi pretende colaborar na estratégia do novo governo.

 

Um dos maiores desafios apontados pelos presentes ao evento é o estabelecimento dessa linguagem única entre as bases de dados do MDS, dos municípios e de outros órgãos do Governo Federal que também elaboram pesquisas na mesma área. É o caso de Sergipe, representado pela secretária de Assistência Social, Eliane Aquino. Segundo ela, uma das maiores dificuldades do Estado é justamente a transposição das barreiras burocráticas. “Precisamos desenvolver um programa único, capaz de integrar todos esses sistemas e promover a união dos Estados com o MDS”, explica.

 

A secretária de Desenvolvimento Humano da Paraíba, Maria Aparecida Ramos de Menezes, também enfatiza a importância da proposta. “Esse encontro do MDS veio em excelente momento, já que, na nova fase de governo, sentimos a necessidade de reunir todos os representantes locais para elaborar um discurso unificado”, elabora. Segundo ela, ainda é de fundamental importância que os gestores analisem de forma mais concreta as ações do Sistema Único de Assistência Social (Suas).

 

Durante o encerramento do evento, a secretária nacional de Assistência Social, Denise Colin, reforçou a importância da parceria da SNAS com a Sagi. “Todas as ferramentas de monitoramento e avaliação propostas atuam como fontes de estudos fundamentais para todos os gestores do País. É por meio delas que conseguimos observar um mapa que representa o País como um todo”, cita.

 

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Comentário de Marcia Joppert em 23 fevereiro 2011 às 23:02
kkk... adorei... espero que vejam esses comentários.... eis o poder da rede! Abs
Comentário de cristina franco correa em 23 fevereiro 2011 às 22:55
Então a matéria não foi tão clara,,muito confusa.Ou os representantes não sabem o que dizem..ai fico mais preocupada..
Comentário de Marcia Joppert em 23 fevereiro 2011 às 22:06
Sim, tem razão... era uma opinião da Secretária de Assistência Social de Sergipe... desculpe a distração. Mas, acho que não reflete a mensagem que quer passar a notícia e a intenção do novo secretário da SAGI.. Abraços
Comentário de cristina franco correa em 23 fevereiro 2011 às 17:34

“Precisamos desenvolver um programa único, capaz de integrar todos esses sistemas e promover a união dos Estados com o MDS”, explica.Foi aí que me foquei, Marcia.Mas valeu a sua observação.Obrigada..

mas ainda estou confusa,,,

Comentário de Marcia Joppert em 23 fevereiro 2011 às 17:03
Cristina... olhei seu comentário e fui ler de novo a notícia... ela não fala em programa único, mas numa uniformização da linguagem.... quando ela fala sobre um mapa, quer dizer que se tivermos informações, numa linguagem unificada, para todos os municípios (um exemplo: mortalidade infantil), é possível saber onde estão as áreas críticas, comparar estados, regiões, etc. e assim, priorizar ações. Claro que as diferenças regionais devem ser consideradas e as peculiaridades locais também. Nesse mesmo caso, pode haver um índice de mortalidade infantil num município distorcido porque os óbitos não são devidamente registrados.... acho isso... Abraços!
Comentário de cristina franco correa em 23 fevereiro 2011 às 16:51
Desenvolver programas únicos com realidades tão diferentes?Há tanta subjetividade nas questões sociais;;Não dá pra ter um programa behaviorista .Sou contra! Como é possível "observar um mapa que representa o País como um todo"?Como s.paulo pode ter a mesma linguagem de observação que o estado da Paraiba,por exemplo?
Comentário de Marcia Joppert em 22 fevereiro 2011 às 19:23

Oi, ,Taiguara!

 

Temos um sub-grupo dedicado às praticas de avaliação na saúde (link: http://redebrasileirademea.ning.com/group/rededepraticasemmonitoram...). Contacte o coordenador (Pedro Paulo) - tenho certeza de que ele poderá te informar.

 

Abraço

Comentário de Taiguara Moreira em 22 fevereiro 2011 às 16:59
Olá Marcia, excelente notícia. Você sabe se há algo específico no que diz respeito a políticas públicas de Saúde? O MDS tem alguma parceria no assunto com o Ministério da Saúde?
Comentário de Marcia Joppert em 22 fevereiro 2011 às 12:04
Pois é, Francisco, são as mazelas da nossa gestão pública. Cada vez acredito mais que a solução para essas coisas é que as pessoas comecem a se envolver, participar mais, ou pelos conselhos (como é o seu caso) ou por organizações da sociedade civil que vão se formando para ter mais voz. Estou envolvida num trabalho interessante com a Confederação Nacional de Municípios. Chama-se Projeto Fortalecimento de Capacidades para o Desenvolvimento Humano Local. O meu papel é, ensinar grupos municipais, formados por representantes do setor público, sociedade civil e setor privado a monitorarem e avaliarem seus planos de forma participativa. Acabamos de produzir um guia, que ainda está em teste. Vamos ver se esse trabalho avança, para que tenhamos algo a oferecer aos municípios, tão abandonados em termos de gestão! Um abraço!!!
Comentário de Francisco José de Sousa em 22 fevereiro 2011 às 11:03

Caríssima Companheira de jornada.

 

Sou um militante das causas sociais, e tenho defendido que, a melhor forma de se combater a violência, não é colocando mais policias nas ruas, mas investindo em educação, e mais ainda conclamando os demais entes federados a uma ação conjunta, ou seja: o Ministério da Educação, o Ministério da Assistência Social e o Ministério da saúde, para um mutirão sócio educativo, e juntos centralizarem esforços para erradicar todos os fatores que criam ou propiciam o caus. social, precisamos trabalhar a INTERSETORIALIDADE, e a INTERDICIPLINARIEDADE, colocando-se de lado as vaidades institucionais, pois o que importa aqui, é o bem  estar do sujeito, a verdade, é que recentemente assumi uma atividade que eu considero uma grande experiência educacional, que é Acompanhar e Monitorar o PAR, em diversos Municípios de meu estado o Piauí, e o que tenho observado é que na maioria dos municípios, a única vez que estes  Planos foram alimentados por seus técnicos foi quando da sua elaboração, há uma distancia muito grande entre os Municípios e MEC, em seu aspecto prático, pois muito municípios alegam falta de recursos na sua contrapartida do acordo com o MEC, e enquanto isto equipamentos educacionais deixam de serem instalados, ou estão em desuso por falta de um plano de aplicação pedagógica.

É oportuno comentar ainda que diversos programas são colocados a disposição dos municípios e um deles o que me chama mais atenção, é o MAIS EDUCAÇÃO, que oportuniza ás escolas que tem baixo IDEB, trabalhar em tempo integral as crianças com dificuldades de aprendizagem por sua condição de vulnerabilidade social, e em tudo isto o que me deixa mais intrigado é que escolas que tem IDEB aproximado da média, e que estão localizadas em comunidades periféricas e conseqüentemente vulneráveis a todas as formas de violências, esta não podem ser assistidas pelo programa.

Francisco José de Sousa, Ex. Conselheiro Tutelar, Ex.Conselheiro de Direitos,

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