Discussões sobre Monitoramento e Avaliação promovidas pelo Projeto Pitágoras do Tribunal de Contas da União

Painéis de Avaliação do TCU.

Após participar do evento promovido pelo TCU sobre Avaliação de Impacto, fica evidente que o tema ainda é um desafio em todas as instâncias e esferas dos Órgãos Públicos Brasileiros.

Embora tenhamos um corpo de profissionais competentes e as discussões em torno do tema estejam bastante avançadas. O paradigma de resistência a Avaliação(especialmente as de resultado/impacto) precisa ser superado.

Uma nova cultura avaliativa precisa ser construida em todas as camadas da sociedade brasileira, especialmente no âmbito dos orgãos público, em todos os seus níveis.

Contudo, o evento do TCU foi extremamente significativo e surge como espaço de ampliação

, troca de experiências e fortalecimento daqueles profissionais que em todas as esferas sociais acreditam na Avaliação como ferramenta gestora que sendo bem utilizada produzirá beneficios diretos para a populacão.

Quero finalizar deixando aqui, os parabéns ao Olivio Armando Cordeiro, pela competência com que promoveu este encontro enriquecedor, e a todos os envolvidos direta e indiretamente.

Cabe aqui deixar os parabéns a Rede Brasileira de Monitoramento que colabora para que eventos como este chegue até os cantos mais distantes do país.

Localidades como a nossa que mesmo diante de dificuldades desejam desenvolver-se e colaborar para que as politicas públicas redesenhem um Brasil com mais equidade. Neste sentido, vivenciar experiências como esta é um elemento motivador, educativo e provocativo que conduz para o amadurecimento diante das decisões a serem tomadas em nossa caminhada.

Exibições: 190

Comentar

Você precisa ser um membro de Rede Brasileira de Monitoramento e Avaliação para adicionar comentários!

Entrar em Rede Brasileira de Monitoramento e Avaliação

Comentário de Alejo Lerzundi Silvera em 23 agosto 2010 às 22:05
Prezada Ana Karla Linhares Aureo

Agradeço resposta. Na verdade eu estava um pouco emocionado por saber de uma nova cultura de avaliação, que você mencionou e que logicamente no é o que você diz no brilhante resumo do citado encontro. No melhor dos casos, isso seria simplesmente uma versão aprimorada do já conhecido e muito explorado, refiro-me a Avaliação Externa, a qual vem se utilizando em minha opinião sobre o suposto de que o gestor tem algo a ocultar ou pior supõe-se que o gestor, como você diz, não gosta de avaliação, porque no fundo do entendimento não vai se sair bem. Na visão do gestor a avaliação, que nunca faria de “motu próprio”, sendo a final do Projeto só serviria para contentar as entidades financeiras sem efeito prático para tomadas das decisões visando sua emenda o melhoria. Ainda eles reclamam de essas avaliações serem demasiado dispendiosas, diga se de passo, muito contraditório, quando se avalia por exemplo projetos de combate a pobreza, onde o que falta são recursos. Como você verá existes verdades e razões de ambos os lados.

Da interação desses desencontros, tem surgido na pratica da vida, muitas formas de solução que possa contentar as partes, por exemplo, a vergonhosa acomodação dos resultados da avaliação para contentar a todos e que todos fiquem felizes. Esses comportamentos como entenderá são resultados e no causa do problema. Tudo este embrulho parece radicar na famosa “Avaliação Externa”, como opção principal. Em um desses seminários na qual assisti sob monitoramente da Márcia, houve um palestrante que de passada menciono a “Avaliação Interna” inclusive eu pedi que o palestrante amplia-se o conceito, em fim, parece que não fui entendido e pelo tanto tampouco atendido, (em esses encontros sempre falta tempo para o mais importante).

Entendo a Avaliação Interna como momento importante do processo de gestão, tão importante como à formulação dos projetos e sua execução, porque ela permite sua reciclagem desde que seus indicadores sejam comuns. Temos tipos de avaliação começando pelo marco zero, as do meio termo y os finais de impacto econômico social, cada uma com seu tempo e sua natureza e logicamente sua importância. Serve no bom sentido para conduzir o trabalho do gestor visando cumprimento dos objetivos do projeto e eles nos casos que bem se aplicam, resulta sendo altamente participativos e perfeitamente concordantes com as novas formas de intervenção, principalmente para desenvolvimento do meio rural, visando empoderamento, formação de capital social e inclusão social. Entendido assim, todos os gestores que querem cumprir objetivos, teriam nesse tipo de avaliação, uma ferramenta para eles usar como parte do processo de gestão de projetos. Quando for necessariamente transparente o processo e os resultados garantidos pela sua boa prática, não precisaríamos da famosa Avaliação Externa, evitando dessa forma também o desnecessário constrangimento a que são submetidos os gestores. Bom, esta nota está ficando longa. Por tanto vamos a parar aqui.
Forte abraço

Alejo Lerzundi
Comentário de Ana Karla Linhares Aureo em 20 agosto 2010 às 12:30
Olá João, estou com dificuldade em visualizar o vídeo.
Comentário de Joao Pedro Azevedo em 18 agosto 2010 às 0:05
Para aqueles que querem conhecer um pouco mais o trabalho do TCU no campo de Monitoramento e Avaliacao, sugiro que assistam a apresentacao feita no II Seminário: Avaliação de Políticas Públicas e Qualidade do Gasto, realizando em Porto Alegre. Abracos, JP

Auditoria de Desempenho — Por quê Como Para quê from FEE on Vimeo.

Comentário de Ana Karla Linhares Aureo em 16 agosto 2010 às 21:26
Prezado Alejo , o evento em si foi extremamente dinâmico, no contexto das análises sobre Programas como ProUNI, INEP e outros, panelistas apresentaram as técnicas e metodologias utilizadas no processo de avaliação de impacto e monitoramento. Além disso, experiências de avaliação realizadas em países como México, Estados Unidos e França foram relatadas exemplificando o processo de institucionalização e funcionamento de Sistemas de Avaliação naqueles países .
Seria aqui difícil explanar toda riqueza apresentada em cada uma das temáticas. As conclusões a que chego, apóiam-se nas argumentações presentes nas falas de praticamente todos os panelistas. Contudo, elas refletem o meu entendimento e a leituras que fiz sobre as falas dos sujeitos já referidos. Mas, podemos aqui partilhar algumas conclusões a que chegamos:
1. Pouco a pouco a Avaliação e Monitoramento se tornam práticas consistentes especialmente no âmbito dos órgãos públicos;
2. Essa conquista que avança a passos largos e firmes, por vezes se depara com dificuldades relacionadas a recursos disponibilizados para sua execução, formação e valorização de pessoal qualificado e a famosa “vontade política”para implementar-se;
3. Por parte dos envolvidos nos processos de avaliação não existem dúvidas, que a Avaliação é uma ferramenta excelente para subsidiar as ações gestora e definições de políticas públicas que melhor se ajustem as demandas sociais;
4. Por outro lado, a avaliação de impacto ainda é vista com certo receio por alguns governantes;
5. As concepções sobre o que é Monitoramento e o que é Avaliação estão cada vez mais próximas e claras para os avaliadores.
6. As metodologias, técnicas de coletas de dados, e as análises ganham uma linguagem que caminha para produzir resultados que sejam acessíveis a população, colaborando para a formação da Cidadania que precisa cada vez mais apropriar-se dessas informações para participar ativamente ou ao menos conscientemente do processo político, econômico, e sócio-político, no país.

Assim, embora percebamos nestes poucos itens aspectos muito positivos, existe ainda a necessidade de que o papel da Avaliação como ferramenta gestora se consolide superando uma cultura de ante-avaliacão histórica em nossa sociedade, na qual a avaliação é tida apenas como instrumento que identifica apenas pontos negativos e/ou tece críticas vazias.
Uma nova cultura seria a apropriação dos resultados da avaliação e especialmente de seu exercício continuo para subsidiar todo planejamento gestor.
Entendemos por outro lado, que essa mudança exige que avaliação também se (re) desenhe de maneira a não somente apresentar “resultados de laboratório” onde as análises se resumem a positivo e negativo. Mas que para além disso paresentem proposições viáveis que auxiliem os agentes executores a pensarem e repensarem as ações.
Essa maneira de ver , pensar e utilizar a Avaliação com toda certeza evitaria a má utilização de recursos públicos e especialmente asseguraria que tais recursos chegassem de forma mas eficaz para os grupos deles realmente necessitam.
Bom Alejo, essa é uma leitura de quem tem muito a aprender sobre Avaliação, contudo espero ter contribuído e dentro das minhas limitações espero ter te respondido.
Comentário de Alejo Lerzundi Silvera em 16 agosto 2010 às 17:31
Prezado:

O que foi discutido e quais as conclusões do evento?. Você diz "Uma nova cultura avaliativa precisa ser construida em todas as camadas da sociedade brasileira, especialmente no âmbito dos orgãos público, em todos os seus níveis" Concordo mais porque e para que?. qual seria essa nova cultura?

Revista Brasileira de Monitoramento e Avaliação

#Eval4Action

Siga-nos no Facebook!

Últimas atividades

Mariana Campos Parra é agora um membro de Rede Brasileira de Monitoramento e Avaliação
segunda-feira
Bera Wilson atualizaram seus perfis
21 Jan
Ícone do perfilLucas Doi Ryu, Leonardo Rizzi Sedano Ortiz e KATHLEEN SOUSA OLIVEIRA MACHADO entraram em Rede Brasileira de Monitoramento e Avaliação
20 Jan
MAria Clélia de Sousa Costa VAle curtiu a postagem no blog Conferência gratuita sobre os ODS para discussão na nova RBMA de Igor Coura de Mendonça
20 Jan

© 2022   Criado por Marcia Joppert.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço

a.next_photo_link img:hover {transform:scale(1.20);-ms-transform:scale(1.20);-o-transform:scale(1.20);-webkit-transform:scale(1.20);-moz-transform:scale(1.20); transform:scale(1.20);-webkit-transition:all 1s ease-out;-moz-transition:all 1s ease-out;transition:all 1s ease-out;-ms-transition:all 1s ease-out;-o-transition:all 1s ease-out;}