Artigo "Governo Bolsonaro despreza evidências empíricas" do Nexo Jornal

Artigo de Claudio Ferraz faz análise sobre o novo governo e o uso de evidências. Muito bom para compreendermos a situação atual, mas também o uso de dados de modo geral, nas políticas públicas.

Não reproduzo aqui, porque é contra a política de propriedade intelectual do (excelente) Jornal NEXO. Mas vale muito o click...

https://www.nexojornal.com.br/colunistas/2019/Governo-Bolsonaro-des...

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Comentário de Marcia Joppert em 12 março 2019 às 14:04

Martina, quando elaborei o "Guia para Localização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável nos Municípios Brasileiros" (publicado aqui) para a CNM, eu fiz uma grande pescaria de indicadores de base municipal que poderiam cobrir os 17 ODS. Ou seja, abri o porão de dados. Esse trabalho, gerou um sistema de indicadores que hoje está sendo usado pelos prefeitos, chamado Mandala Municipal. Todo o documento tem links para diversas bases de dados, inclusive do IBGE. Muitos deles (muitos mesmo) não estão mais funcionando, o que me dá uma ideia de que a disponibilização de dados sofreu um baque. Isso é muito sério e muito triste, pois sei o quao valiosas são essas informações (desde que tenham qualidade, obviamente), para o planejamento, o monitoramento e a avaliação de políticas públicas. 

Comentário de Martina Rillo Otero em 11 março 2019 às 22:23

Obrigada, Maria Cecília! Você sempre está disposta a um bom debate, né?!

Estava pensando se não abríamos uma porta do porão dos dados e abríamos alguma seção aqui na plataforma, com links para as bases de dados preferidas, com alguma descrição, links, etc.

Vocês topariam ajudar?

Beijos

Comentário de Maria Cecília Prates Rodrigues em 11 março 2019 às 15:47

Muito bom o artigo. Concordo com o Claudio Ferraz sobre a importância das bases de dados, do IBGE, e dos registros administrativos para orientar as políticas públicas.

Porém, temos que ter muita cautela para analisar até que ponto as informações que vêm sendo coletadas estão sendo realmente utilizadas para nortear as políticas públicas. Há sempre o risco do "porão dos dados", ou seja dos dados coletados que não chegam a ser utilizados. 

Acredito que esse artigo do Claudio pode ser muito útil para orientar na reflexão sobre a racionalidade e a  revisão das bases de dados do IBGE e de outras instituições públicas de pesquisa, sempre levando em conta, é claro, a importância de séries históricas. Num período de crise financeira do setor público (como a atual), tal revisão pode ser necessária, considerando questões relacionadas a custo/valor da informação gerada. Pois qual o valor do ouro para quem está morrendo de sede?

Comentário de Martina Rillo Otero em 10 março 2019 às 0:31

Pedro, entendo que Claudio mencionou o uso de algumas bases na focalização de alguns programas públicos - o que constitui etapa da formulação da política, não?

Mas sim, pode parecer mais simples do que realmente é. Eu, particularmente, não acredito em decisões políticas totalmente baseadas em dados e não em outros interesses presentes na formulação de políticas públicas. E creio que tanto no planejamento, como na avaliação, deveria haver espaço para inclusão e explicitação de outros critérios (legítimos) que não não apenas "dados".

Mas de qualquer forma, vejo que atualmente há mesmo um tom de desprezo a dados e a reflexões, digamos, de tom "intelectual" nas discussões sobre políticas públicas. Estamos jogando o bebê com a água.

Por isso, concordo com você, a questão sobre o uso dos processos de planejamento e avaliação, está no cerne. Não apenas sobre o uso dos dados, mas o aproveitamento do processo como espaço de diálogo, de alinhamento e de tomada de decisões - e, claro, do uso de evidências também.

Obrigada!

Comentário de Pedro Paulo M Chrispim em 10 março 2019 às 0:17

Não parece tão simples assim.

Os estudos que Claudio destaca mostram alguns bons resultados.... que bom, mas... são resultados, não são dados para o planejamento (afinal, estamos falando de Políticas e Programas baseados em evidências, certo?). Para suportar o argumento seriam necessários os estudos e relatórios que suportaram a formulação das Políticas citadas.

Na Saúde, hoje, há esforço para ampliar o uso do prontuário eletrônico e para que (pelo menos algumas d)as ações existentes tenham sua continuidade fundamentadas em avaliações de impacto e resultado.

Talvez o debate continue orbitando a questão do uso das avaliações (digamos... lato sensu). Apenas quando nos é interessante?

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