André Urani: Soberania, paz e jabuticabas

Vejam a interessante coluna de Andre Urani no Jornal o Dia, mostrando interessante experiência do Rio de Janeiro. Parabéns, Andre!

 

André Urani: Soberania, paz e jabuticabas

 

Rio - Um amigo meu costuma dizer que pior do que a corrupção é a descontinuidade das políticas públicas. Na qual nós, cariocas, nos especializamos nas últimas décadas, por termos dado muito menos bola para as questões locais que para as nacionais e internacionais. Quão menos embasada em diagnósticos compartilhados e acompanhada por esforços sistemáticos de monitoramento e avaliação, mais vulnerável uma política pública se torna face aos ciclos políticos inerentes ao nosso processo democrático.

A cultura do descaso com a nossa realidade socioeconômica parece, no entanto, ser hoje página virada. 

Por um lado, já há mais de uma década, o Rio foi a primeira cidade do mundo a produzir um Relatório sobre o Desenvolvimento Humano — uma parceria entre a Secretaria Municipal do Trabalho, o IPEA e o PNUD, que reuniu setenta pesquisadores na elaboração de um volume de dez capítulos. Só no primeiro deles, foram calculados 23 diferentes indicadores de qualidade de vida para 166 bairros do município em 3 diferentes momentos do tempo.

Este trabalho foi posteriormente atualizado para incorporar os dados do Censo 2000, e deverá sê-lo novamente, em função da divulgação do Censo 2010. Os indicadores de qualidade de vida nos diferentes bairros da cidade passaram, aos poucos, a fazer parte das variáveis que são consideradas na elaboração de políticas públicas.


Por outro, há de se registrar que tem havido uma proliferação de iniciativas para estimular a produção acadêmica. Em 2005, um importante jornal carioca lançou um concurso para premiar as melhores teses e monografias sobre a cidade defendidas nos anos anteriores. Como a iniciativa não teve continuidade, não se pode dizer que tenha sido muito eficiente em seus propósitos. Em 2009 e 2010, o governo do estado, por meio da SEFAZ e da SEDEIS, associou-as ao IETS num concurso voltado a premiar as melhores teses e monografias nas áreas de finanças públicas e desenvolvimento econômico. 

E agora quem se lança é o IPP-RIO, que acaba de criar o Prêmio Maurício de Almeida Abreu, voltado a dissertações e teses sobre a trajetória urbana, ambiental, econômica e social que tenham sido defendidas entre 2007 e 2010. A iniciativa terá caráter bianual e os prêmios são atrativos (R$ 14 mil para a melhor tese de doutorado, R$ 8 mil para a melhor de mestrado); ela tem tudo para dar certo. As inscrições ainda estão abertas.

André Urani é economista e presidente do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade. E-mail: aurani@iets.org.br

 

Fonte: http://odia.terra.com.br/portal/opiniao/html/2011/9/andre_urani_sob...

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Comentário de Gilcelia Batista de Gois em 27 setembro 2011 às 12:29
interessante..Gilcelia

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